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Questões mais frequentes/Frequently asked questions (FAQ)

Nesta área encontra a resposta às questões que são colocadas à IGEC com maior frequência. Caso pretenda uma informação diferente, preencha por favor o formulário respetivo disponível em e-atendimento.

  1. Quais as áreas de intervenção da IGEC?
  2. Com que frequência é intervencionado um estabelecimento de educação e ensino pela IGEC?
  3. Os estabelecimentos a intervencionar são previamente avisados pela IGEC?
  4. Sendo membro de um órgão de administração e gestão posso participar numa intervenção inspetiva/avaliação?
  5. Fazendo parte da comunidade educativa de um estabelecimento intervencionado e querendo ser ouvido, como devo proceder?
  6. Como posso aceder aos materiais/roteiros de trabalho da IGEC?
  7. Como posso obter informação sobre o resultado de uma intervenção/avaliação?
  8. Quais os estabelecimentos de educação e ensino que se encontram no âmbito de atuação da IGEC?
  9. Quais os estabelecimentos que integram a rede pública?
  10. Quais os estabelecimentos que integram a rede privada?
  11. Os estabelecimentos do ensino superior estão no âmbito de atuação da IGEC?
  12. Quais as atribuições da IGEC relativamente aos estabelecimentos da rede privada?
  13. Como posso obter informação sobre as Escolas Europeias?
  14. Como se processa o ingresso na docência nas Escolas Europeias?
  15. Quais as diferenças entre Escolas Europeias e Ensino Português no Estrangeiro?
  16. É obrigatória a existência e disponibilização do Livro de Reclamações?
  17. A que entidade deve ser enviado o original da folha de reclamação apresentada num estabelecimento do ensino particular e cooperativo ou num estabelecimento de educação pré-escolar duma instituição particular de solidariedade social?
  18. Quais as consequências da inexistência, recusa de disponibilização ou não afixação do letreiro de existência do Livro de Reclamações nos estabelecimentos do ensino particular e cooperativo?
  19. Qual a entidade competente para instruir o procedimento adequado se os factos resultantes da reclamação do estabelecimento do ensino particular e cooperativo ou da instituição particular de solidariedade social indiciarem a prática de contraordenação?
  20. Como posso apresentar uma queixa?
  21. Como procede a IGEC quando recebe uma queixa?
  22. Das faltas justificadas dadas pelas crianças ou alunos da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, designadamente por doença, pode decorrer a aplicação de uma medida disciplinar ou corretiva?
  23. Como devo proceder se não concordar com uma pena disciplinar aplicada ao meu educando que frequenta os ensinos básico e secundário?
  24. Como posso ter acesso ao Regulamento Interno da escola que o meu educando frequenta?
  25. É importante conhecer o Regulamento Interno?
  26. Os estabelecimentos do ensino particular e cooperativo da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário estão obrigados a possuir regulamento interno?
  27. Os estabelecimentos do ensino particular e cooperativo da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário estão obrigados a possuir projeto educativo?
  28. Quais os aspetos do funcionamento dos estabelecimentos do ensino particular e cooperativo que devem ser objeto de divulgação pública?
  29. Como posso ter acesso aos critérios de avaliação para cada ciclo e ano de escolaridade no ensino básico?
  30. Como devo proceder se não concordar com a avaliação atribuída ao meu educando que frequenta o ensino básico?
  31. Como devo proceder se não concordar com a avaliação atribuída ao meu educando que frequenta o ensino secundário?
  32. Como devo proceder se não concordar com a avaliação que me foi atribuída no ensino superior?
  33. Como devo proceder se não concordar com uma pena disciplinar que me foi aplicada?
  34. Quem pode ter acesso a documentos constantes de processos de natureza disciplinar?
  35. Quais as crianças e os alunos abrangidos pelo regime da educação especial?
  36. Quais os requisitos para ingressar na carreira especial de inspeção?

 

  1. Quais as áreas de intervenção da IGEC?

    As áreas de intervenção da IGEC são essencialmente cinco:

    Pode obter informação detalhada sobre cada uma delas pesquisando no site.

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  2. Com que frequência é intervencionado um estabelecimento de educação e ensino pela IGEC?

    A IGEC estabelece ciclos de quatro anos, durante os quais todos os estabelecimentos de educação e ensino são intervencionados em pelo menos uma atividade.

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  3. Os estabelecimentos a intervencionar são previamente avisados pela IGEC?

    Depende do tipo de intervenção. A atividade a desenvolver é que justifica, ou não, o aviso prévio, tendo em conta, designadamente, a informação a recolher e a documentação a disponibilizar pelo estabelecimento de ensino, associados à dimensão formativa da própria intervenção inspetiva.

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  4. Sendo membro de um órgão de administração e gestão posso participar numa intervenção inspetiva/avaliação?

    Todos os elementos dos diferentes órgãos do estabelecimento de educação e ensino, ou mesmo professores e alunos, podem ser chamados a colaborar com a IGEC no desenvolvimento das suas atividades, desde que o contributo ou a informação a prestar sejam considerados relevantes para os objetivos da ação inspetiva, ou façam parte da metodologia das respetivas atividades.

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  5. Fazendo parte da comunidade educativa de um estabelecimento intervencionado e querendo ser ouvido, como devo proceder?

    Deverá manifestar a sua pretensão e as razões que a justificam ao inspetor, a quem compete decidir nesta matéria.

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  6. Como posso aceder aos materiais/roteiros de trabalho da IGEC?

    Consultando o site da IGEC ou solicitando o seu envio por correio postal ou eletrónico.

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  7. Como posso obter informação sobre o resultado de uma intervenção/avaliação?

    A IGEC informa sempre os órgãos de gestão dos estabelecimentos intervencionados sobre as conclusões da intervenção/avaliação. No ensino público, no âmbito da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, cabe ao diretor dar conhecimento do resultado da intervenção da IGEC à comunidade educativa (Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, republicado no Decreto-Lei n.º 137/2012, de 2 de julho). No ensino superior público, as conclusões das atividades inspetivas são notificadas ao exponente/reclamante e ao estabelecimento de ensino e, no caso dos estabelecimentos de ensino privados, ao exponente/reclamante, ao estabelecimento de ensino e à entidade instituidora (Lei n.º 62/2007, de 10 de setembro).

    Na atividade Avaliação Externa das Escolas, os relatório de escola são publicados no site da IGEC por Área Territorial e por ano letivo.

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  8. Quais os estabelecimentos de educação e ensino que se encontram no âmbito de atuação da IGEC?

    A atividade da IGEC incide nos estabelecimentos da educação pré-escolar e do ensino básico e secundário da rede pública, dos estabelecimentos das redes privada, cooperativa e solidária do Continente e das escolas portuguesas e dos estabelecimentos de ensino da Língua Portuguesa no estrangeiro, bem como nos estabelecimentos de ensino superior públicos e privados do Continente e das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.

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  9. Quais os estabelecimentos que integram a rede pública?

    A rede pública integra os estabelecimentos da educação pré-escolar, do ensino básico e secundário a funcionar na direta dependência da Administração Central, das Regiões Autónomas e das Autarquias Locais, bem como os estabelecimentos de ensino superior.

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  10. Quais os estabelecimentos que integram a rede privada?

    A rede privada integra os estabelecimentos da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário que funcionam no âmbito do ensino particular e cooperativo (EPC), em instituições particulares de solidariedade social (IPSS) e em instituições sem fins lucrativos, bem como os estabelecimentos de ensino superior, pertencentes a entidades particulares e cooperativas.

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  11. Os estabelecimentos do ensino superior estão no âmbito de atuação da IGEC?

    Sim. Desde a fusão entre a ex-Inspeção-Geral da Educação (IGE) e a ex-Inspeção-Geral do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (IGMCTES), ocorrida a 1 de fevereiro de 2012, que os estabelecimentos do ensino superior públicos e privados se encontram no âmbito de atuação da IGEC.

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  12. Quais as atribuições da IGEC relativamente aos estabelecimentos da rede privada?

    No caso dos estabelecimentos da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário da rede privada, as atribuições da IGEC são:

    • Registar e analisar as queixas e reclamações inscritas nos livros de reclamações dos estabelecimentos particulares e cooperativos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário.
    • Controlar e fiscalizar a boa execução dos contratos de desenvolvimento para a educação pré-escolar, dos contratos simples para os ensinos básico e secundário e dos contratos de associação.
    • Controlar a aplicação das provas finais do ensino básico e dos exames nacionais do ensino secundário.
    • Analisar o funcionamento dos estabelecimentos de ensino particular e cooperativo no que diz respeito às condições materiais e aos recursos humanos.

    No caso dos estabelecimentos de ensino superior privado, igualmente sujeitos aos poderes de fiscalização do Estado, nos termos da Lei n.º 62/2007, de 10 de setembro, as atribuições da IGEC são:

    • Registar e tratar das queixas e reclamações, designadamente as inscritas nos livros de reclamações, procedendo, quando necessário, a averiguações;
    • Assegurar os procedimentos de contraordenação, previstos na lei, designadamente através da respetiva instrução;
    • Executar auditorias aos estabelecimentos de ensino superior, no respeito pela respetiva autonomia.

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  13. Como posso obter informação sobre as Escolas Europeias?

    Tem duas possibilidades complementares: através do endereço www.eursc.eu e, neste site, em Escolas Europeias.

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  14. Como se processa o ingresso na docência nas Escolas Europeias?

    As inscrições para preenchimento de vagas para a docência nas Escolas Europeias fazem-se, geralmente, no início de cada ano civil (janeiro/fevereiro), mediante a publicitação de aviso de mobilidade na página da IGEC. São apresentadas à Inspeção-Geral da Educação e Ciência, exigindo-se, entre outros requisitos, vínculo definitivo ao Ministério da Educação e Ciência, estar em efetivo exercício de funções docentes e ter experiência docente efetiva de, pelo menos, 5 anos.

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  15. Quais as diferenças entre Escolas Europeias e Ensino Português no Estrangeiro?

    As Escolas Europeias destinam-se aos filhos dos funcionários das instituições da União Europeia. Para obter informação sobre o Ensino Português no Estrangeiro contacte o Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, I.P..

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  16. É obrigatória a existência e disponibilização do Livro de Reclamações?

    Sim. Quer os estabelecimentos do ensino público, quer os estabelecimentos do ensino particular e cooperativo e as instituições particulares de solidariedade social que prossigam atividades no domínio da educação e do ensino estão obrigados a possuir e disponibilizar aos seus utentes o Livro de Reclamações (Decreto-Lei n.º 135/99, de 22 de abril e Decreto-Lei n.º 156/2005, de 15 de setembro, com a republicação dada pelo Decreto-Lei n.º 371/2007, de 6 de novembro).

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  17. A que entidade deve ser enviado o original da folha de reclamação apresentada num estabelecimento do ensino particular e cooperativo ou num estabelecimento de educação pré-escolar duma instituição particular de solidariedade social?

    O estabelecimento do ensino particular e cooperativo deve, no prazo de 10 dias úteis, remeter o original à Inspeção-Geral da Educação e Ciência, o qual poderá ser acompanhado das alegações que o prestador do serviço entenda dever prestar. Nos termos da alínea i) do n.º 1 do artigo 11.º, do Decreto-Lei n.º 371/2007, de 6 de novembro, o estabelecimento da instituição particular de solidariedade social deve enviar a reclamação ao centro distrital de segurança social.

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  18. Quais as consequências da inexistência, recusa de disponibilização ou não afixação do letreiro de existência do Livro de Reclamações nos estabelecimentos do ensino particular e cooperativo?

    A inexistência do Livro de Reclamações, o não facultá-lo ao utente imediata e gratuitamente, bem como a não afixação do letreiro informando da sua existência constituem contraordenações puníveis com coima e sanção acessória, consoante a gravidade da infração.

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  19. Qual a entidade competente para instruir o procedimento adequado se os factos resultantes da reclamação do estabelecimento do ensino particular e cooperativo ou da instituição particular de solidariedade social indiciarem a prática de contraordenação?

    A fiscalização e a instrução do processo relativo às contraordenações competem à IGEC e a aplicação de coimas ao Inspetor-Geral da Educação e Ciência.

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  20. Como posso apresentar uma queixa?

    Pode apresentá-la através de carta - enviada por via postal, por correio eletrónico ou por fax -, através do formulário específico disponível na área de e-atendimento ou presencialmente, através do preenchimento de impresso específico, de forma clara e objetiva, explicitando as circunstâncias em que ocorreram os factos e identificando os intervenientes. Antes de formular a queixa à IGEC, porém, sugere-se que exponha a situação que lhe deu origem aos órgãos competentes do estabelecimento de educação e ensino.

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  21. Como procede a IGEC quando recebe uma queixa?

    A IGEC aprecia as situações apresentadas, ouvindo os intervenientes e aferindo da legalidade dos procedimentos. Do resultado da sua intervenção é sempre dado conhecimento aos interessados.

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  22. Das faltas justificadas dadas pelas crianças ou alunos da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, designadamente por doença, pode decorrer a aplicação de uma medida disciplinar ou corretiva?

    Não. Das situações de ausência justificada às atividades escolares, o aluno tem o direito a beneficiar de medidas adequadas à recuperação da aprendizagem em falta, a definir pelos professores responsáveis e/ou pela escola (n.º 6 do art.º 16 da Lei n.º 51/2012, de 5 de setembro, retificada pela Declaração de Retificação n.º 46/2012, de 17 de setembro). Deve, porém, ter-se em conta que os cursos profissionais e outras ofertas formativas específicas exigem níveis mínimos de cumprimento da respetiva carga horária (n.º 2 do art.º 18 da Lei n.º 51/2012, de 5 de setembro, retificada pela Declaração de Retificação n.º 46/2012, de 17 de setembro).

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  23. Como devo proceder se não concordar com uma pena disciplinar aplicada ao meu educando que frequenta os ensinos básico e secundário?

    O encarregado de educação, ou o aluno, se for maior de idade, pode, no prazo de 5 dias úteis, apresentar recurso da decisão final do procedimento disciplinar para o conselho geral do agrupamento de escolas ou escola não agrupada, relativamente a medidas aplicadas pelos professores ou pelo diretor, e para o membro do governo competente, relativamente às medidas disciplinares sancionatórias aplicadas pelo diretor-geral da educação (n.º 1 do art.º 36 da Lei n.º 51/2012, de 5 de setembro, retificada pela Declaração de Retificação n.º 46/2012, de 17 de setembro).

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  24. Como posso ter acesso ao Regulamento Interno da escola que o meu educando frequenta?

    Os agrupamentos de escolas/escolas não agrupadas devem afixar o Regulamento Interno (RI) em local visível para consulta dos encarregados de educação e alunos. O RI é fornecido gratuitamente aos alunos quando iniciam a frequência da escola e sempre que seja atualizado. Os pais e encarregados de educação devem, no ato da matrícula, conhecer o RI, subscrevê-lo e fazê-lo subscrever aos seus filhos e educandos através de declaração anual de aceitação do mesmo e de compromisso ativo quanto ao seu cumprimento integral (art.º 51.º da Lei n.º 51/2012, de 5 de setembro, retificada pela Declaração de Retificação n.º 46/2012, de 17 de setembro).

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  25. É importante conhecer o Regulamento Interno?

    É um direito e um dever geral dos pais, encarregados de educação e alunos conhecerem o Regulamento Interno (RI) (alínea k) do art.º 43.º da Lei n.º 51/2012, de 5 de setembro, retificada pela Declaração de Retificação n.º 46/2012, de 17 de setembro). O RI é um documento que define o regime de funcionamento do agrupamento de escolas ou da escola não agrupada, de cada um dos seus órgãos de administração e gestão, bem como os direitos e deveres dos membros da comunidade escolar.

    O RI, enquanto instrumento normativo da autonomia da escola, prevê e garante as regras de convivência que asseguram o cumprimento dos objetivos do projeto educativo, a harmonia das relações interpessoais e a integração social, o pleno desenvolvimento físico, intelectual e cívico dos alunos, a preservação da segurança dos alunos e dos restantes membros da comunidade educativa, bem como do património da escola, assim como a realização profissional e pessoal dos docentes e não docentes.

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  26. Os estabelecimentos do ensino particular e cooperativo da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário estão obrigados a possuir regulamento interno?

    Sim, a existência de um regulamento interno é um dos pressupostos de autorização de funcionamento destes estabelecimentos. O regulamento interno [bem como o projeto educativo] devem estar acessíveis publicamente e ser devidamente informados aos encarregados de educação e aos alunos, quando maiores de idade, em especial, no momento da matrícula ou da sua renovação, devendo ainda ser enviados, para conhecimento, aos serviços competentes do Ministério da Educação (Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo de nível não superior, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 152/2013, de 4 de novembro, e Portaria n.º 809/93, de 7 de setembro).

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  27. Os estabelecimentos do ensino particular e cooperativo da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário estão obrigados a possuir projeto educativo?
    Sim, a existência de um projeto educativo é um dos pressupostos de autorização de funcionamento destes estabelecimentos. O projeto educativo [bem como o regulamento interno] devem estar acessíveis publicamente e ser devidamente informados aos encarregados de educação e aos alunos, quando maiores de idade, em especial, no momento da matrícula ou da sua renovação, devendo ainda ser enviados, para conhecimento, aos serviços competentes do Ministério da Educação (Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo de nível não superior, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 152/2013, de 4 de novembro).

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  28. Quais os aspetos do funcionamento dos estabelecimentos do ensino particular e cooperativo que devem ser objeto de divulgação pública?
    De acordo com o artigo 39.º Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo de nível não superior, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 152/2013, de 4 de novembro, estes estabelecimentos devem disponibilizar no seu sítio na Internet ou por outro meio que permita a divulgação pública informação rigorosa e suficiente sobre os seguintes aspetos:
    a) Autorização de funcionamento;
    b) Projeto educativo da escola e o respetivo regulamento interno;
    c) Modalidades e níveis de ensino ministrados e oferta formativa;
    d) Órgãos de direção da escola;
    e) Corpo docente;
    f) Direitos e deveres dos alunos, incluindo as mensalidades e demais encargos devidos pelos alunos
    .
    Além disto, a publicidade destes estabelecimentos deve respeitar a ética e a dignidade da ação educativa.

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  29. Como posso ter acesso aos critérios de avaliação para cada ciclo e ano de escolaridade no ensino básico?

    O conhecimento prévio dos critérios de avaliação é um direito que assiste aos encarregados de educação e aos alunos, pelo que o diretor da escola deve garantir a divulgação dos mesmos, no início do ano letivo (artigo 7.º do Despacho normativo n.º 1-F/2016, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 66, 1.º suplemento, de 5 de abril de 2016).

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  30. Como devo proceder se não concordar com a avaliação atribuída ao meu educando que frequenta o ensino básico?

    Pode apresentar um pedido de revisão, devidamente fundamentado, da avaliação atribuída no 3.º período, dirigido ao diretor da escola, no prazo de três dias úteis a contar da data de entrega das fichas de registo de avaliação no 1.º ciclo ou da afixação das pautas nos 2.º e 3.º ciclos. Em caso de discordância com a decisão da revisão, pode, no prazo de cinco dias úteis após a data de receção da resposta, interpor recurso hierárquico para o serviço competente do Ministério da Educação. Da decisão do recurso hierárquico não cabe qualquer outra forma de impugnação administrativa (artigo 25.º do Despacho normativo n.º 1-F/2016, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 66, 1.º suplemento, de 5 de abril de 2016).

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  31. Como devo proceder se não concordar com a avaliação atribuída ao meu educando que frequenta o ensino secundário?

    No caso dos Cursos Científico-Humanísticos, pode apresentar um pedido de revisão, devidamente fundamentado, dirigido ao responsável do órgão de gestão do estabelecimento de ensino, no prazo de cinco dias úteis a contar da data da afixação da pauta com a classificação da avaliação sumativa interna atribuída no 3.º período. Em caso de discordância com a decisão da revisão, pode, no prazo de cinco dias úteis após a receção da resposta, interpor recurso hierárquico para o órgão competente do MEC. Da decisão do recurso hierárquico não cabe qualquer outra forma de impugnação administrativa (artigo 21.º da Portaria n.º 243/2012, de 7 de agosto, alterada pela Portaria n.º 304-B/2015, de 22 de setembro).

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  32. Como devo proceder se não concordar com a avaliação que me foi atribuída no ensino superior?

    As instituições de ensino superior público e privado gozam, nos termos da lei, de autonomia pedagógica, o que não impede o poder de tutela e fiscalização governamental. A autonomia pedagógica confere às instituições de ensino superior a capacidade para elaborar os planos de estudos, definir o objeto das unidades curriculares, definir os métodos de ensino, afetar os recursos e escolher os processos de avaliação de conhecimentos, gozando os professores e os alunos de liberdade intelectual nos processos de ensino e de aprendizagem. Deste modo, as questões relacionadas com a avaliação inserem-se no âmbito das competências das instituições de ensino superior, que para tal possuem regulamentos próprios, pelo que as mesmas deverão ser apresentadas junto destas.

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  33. Como devo proceder se não concordar com uma pena disciplinar que me foi aplicada?

    Pode reagir através de duas vias:

    A) Se a sanção não for aplicada por membro do Governo:

    • Interposição de recurso hierárquico - obrigatório (quer dizer que não se pode ir para tribunal sem primeiro se interpor este recurso) - dirigido ao Ministro respetivo.

    B) Se a sanção for aplicada por membro do Governo:

    • Impugnação judicial direta, por ação a propor junto dos tribunais administrativos


    (cfr. arts. 224.º e 225.º da Lei n.º 35/2014, de 20.6 - Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas)

     

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  34. Quem pode ter acesso a documentos constantes de processos de natureza disciplinar?

    O processo disciplinar é secreto até à acusação, podendo no entanto ser facultado para exame ao arguido, se ele o requerer (art.º 200.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, aprovada pela Lei n.º 35/2014, de 20 de junho). Relativamente aos processos já findos, é irrestrito o acesso a documentos não nominativos que deles constem. Quanto aos documentos nominativos (aqueles que contenham juízos de valor ou informação abrangida pela reserva da intimidade da vida privada, a respeito de pessoa identificada ou identificável), só têm a eles acesso, em princípio, as pessoas a quem os dados digam respeito, ou terceiros a quem essas pessoas autorizem o acesso, por escrito. Fora destes casos, terceiros só poderão aceder a esses documentos se demonstrarem interesse direto, pessoal e legítimo (caso do participante em processo disciplinar) (arts. 5.º e 6.º da Lei de Acesso aos Documentos Administrativos - LADA, aprovada pela Lei n.º 46/2007, de 24 de agosto).

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  35. Quais as crianças e os alunos abrangidos pelo regime da educação especial?

    São abrangidos pela Educação Especial as crianças e os alunos com limitações significativas ao nível da atividade e da participação num ou vários domínios de vida, decorrentes de alterações funcionais e estruturais, de caráter permanente, resultando em dificuldades continuadas ao nível da comunicação, da aprendizagem, da mobilidade, da autonomia, do relacionamento interpessoal e da participação social (Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro, com a redação dada pela Lei n.º 21/2008, de 12 de maio). Sugere-se ainda a consulta à página da Direção-Geral da Educação (DGE).

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  36. Quais os requisitos para ingressar na carreira especial de inspeção?

    A carreira especial de inspeção é uma carreira unicategorial, cujo regime foi aprovado pelo Decreto-Lei n.º 170/2009, de 03 de agosto.

    Sendo uma carreira com o grau de complexidade funcional 3, é exigida a titularidade de licenciatura ou de grau académico superior a esta.

    A tramitação do procedimento concursal para acesso à carreira especial de inspecção é regulado pela Portaria n.º 83-A/2009, de 22 de janeiro.

    – Requisitos Gerais - os previstos no artigo 17.º do anexo à Lei n.º 35/2014, de 20 de junho (Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas).

    – Requisitos Especiais - os constantes nos procedimentos concursais publicitados, podendo ser estabelecidos requisitos especiais em matéria de área de formação académica e experiência ou formação profissionais, de acordo com a caracterização dos postos de trabalho para funções inspetivas, constantes do mapa de pessoal da IGEC.

    A integração na carreira especial de inspeção depende da aprovação em curso de formação específico, o qual ocorre no decurso do período experimental, devendo o mesmo ser regulado por portaria do membro do Governo responsável pela área da Administração Pública e do membro do Governo responsável pelo serviço de inspeção, não podendo a sua duração ser inferior a seis meses.

    O período experimental dos trabalhadores recrutados para a carreira especial de inspeção que comprovadamente estivessem a exercer funções inspetivas, ainda que não integrados em carreira de inspeção, tem a duração de seis meses ou a duração do curso de formação específico, se esta for superior.

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